“É terapia… Ligar o som alto, deitar na cama e começar a pensar em tudo aquilo que não deu certo. E sorrir por tudo aquilo que ainda vai dar.”
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“É de você. É de nós. É disso que eu ando precisando. É disso que eu preciso todos os dias depois que te conheci. É isso o que eu quero cada vez mais, todos os dias depois que te conheci.”
“E então meu príncipe vai chegar naquele bar e vai se sentar ao meu lado. Vai rir do livro infantil que estarei lendo, vai me perguntar o porque que eu estou lá, vai sorrir, vai me contar coisas interessantes, vamos conversar sobre livros, cigarros e cafés. Vai perguntar se eu gostaria de sair e eu direi que não. Ele não vai perguntar o porque, vai continuar lá me olhando dos pés à cabeça sem que eu perceba, vai sorrir um sorriso tão lindo mas que eu não vou dar importância até ele falar de flores e eu olhar nos olhos dele e me apaixonar pela primeira vez. Então aceitarei sair daquele lugar imundo cheio de pessoas que, ou não dão valor ao coração, ou já cansaram de dar valor demais. Iremos à praça, sentaremos em um banco e olharemos as estrelas, nos conheceremos um pouco mais, ele me dará o casaco porque eu estarei batendo queixo de tanto frio. Direi que preciso ir embora e ele concordará, porque ele sabe que ele era o meu príncipe, e que a gente iria se ver mais vezes, vai me dar o número dele e eu não darei o meu. Quando chegar em casa pensarei em tudo que aconteceu, me beliscarei três ou quatro vezes e quando acordar, na manhã seguinte, vou olhar pro número dele e decidir se ligo ou não ligo. Se eu ligar posso ser feliz para sempre, ou depois de três meses pode simplesmente acabar-se toda a magia. Mas se eu não ligar ficarei eternamente com aquele “e se” na cabeça. A decisão será minha. E eu costumo errar às vezes. E então, se como de costume eu não ligar, ele será mais um conto de fadas que eu não terminei porque estava com medo da bruxa má e daqueles discípulos dela. Mais um conto que, infelizmente, eu não terminei porque eu tava com medo de não dar certo, porque eu sou infantil e imatura. Porque eu sou toda errada e porque eu não estava com vontade. Acreditando que ainda têm muitos príncipes para mim me encantar, mesmo sabendo que no final ficarei sem nenhum.”
“Eu não ligava para muitas coisas. Eu nunca ligo. Ou eu amo ou eu desconheço. Você pode fazer uma festa na minha frente, mas se não morar no meu coração, eu não vou enxergar.”
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